Você emagrece, mas sempre volta a engordar? Talvez esteja faltando tratar a obesidade de forma completa 

Perder peso e voltar a engordar pode ser um sinal de que algo precisa ser revisto 

Você já conseguiu emagrecer, ficou satisfeito com o resultado e, depois de alguns meses ou anos, percebeu que o peso começou a voltar? 

Essa é uma situação bastante comum entre pessoas que convivem com a obesidade. 

Muitas vezes, o paciente consegue perder peso por meio de uma dieta, de mudanças na rotina ou de algum outro método. Porém, quando o tratamento termina ou as estratégias deixam de ser seguidas, o peso pode voltar gradualmente. 

Quando esse ciclo se repete várias vezes, é comum surgir a sensação de fracasso. 

Mas recuperar peso não significa simplesmente falta de disciplina. 

A obesidade é uma doença crônica e complexa, que pode envolver fatores metabólicos, hormonais, comportamentais, genéticos e ambientais. Por isso, tratar apenas o peso, sem compreender os fatores que contribuem para o seu aumento, pode dificultar a manutenção dos resultados. 

Segundo o cirurgião bariátrico Dr. Diogo Kfouri, CRM/PR 23306 – RQE 26331, o tratamento precisa olhar para além da balança. 

“Quando o paciente emagrece, mas volta a ganhar peso, precisamos entender o que aconteceu. O reganho não deve ser tratado como falta de esforço, mas como um sinal de que o tratamento precisa ser reavaliado”, explica. 

Por que o peso pode voltar depois do emagrecimento? 

Existem diferentes motivos para o reganho de peso. 

A rotina pode mudar, os hábitos alimentares podem ser retomados, a atividade física pode diminuir ou situações de estresse podem interferir na alimentação. 

Além disso, o organismo passa por mudanças durante o processo de emagrecimento, e algumas pessoas podem apresentar alterações na fome e na saciedade. 

Por isso, mesmo depois de alcançar um bom resultado, manter o peso pode continuar sendo um desafio. 

Outro fator importante é que muitas estratégias de emagrecimento são pensadas apenas para a fase de perda de peso. 

O paciente estabelece uma meta, chega ao resultado e encerra o acompanhamento. 

Mas emagrecer e manter o peso são etapas diferentes. 

O problema pode estar na forma como o tratamento é planejado 

Uma dieta muito restritiva pode produzir uma perda de peso significativa no início. 

O problema é quando essa estratégia não consegue ser mantida na rotina. 

Depois de algum tempo, o paciente pode voltar aos hábitos anteriores e recuperar parte do peso perdido. 

Isso pode criar um ciclo de restrição, perda de peso, abandono da estratégia e reganho. 

Por isso, o objetivo do tratamento não deve ser encontrar uma dieta que funcione apenas por algumas semanas ou meses. 

É necessário construir uma estratégia que possa acompanhar o paciente por mais tempo. 

A obesidade precisa ser tratada de forma contínua 

Um dos principais pontos do tratamento da obesidade é entender que ela não deve ser encarada como um problema temporário. 

O paciente pode perder peso, atingir uma meta e ainda assim precisar de acompanhamento. 

Isso acontece porque os fatores relacionados à obesidade continuam fazendo parte da vida da pessoa. 

Mudanças na rotina, envelhecimento, condições de saúde, medicamentos, alimentação, atividade física e outros fatores podem interferir no peso ao longo dos anos. 

Por isso, o tratamento também precisa acompanhar essas mudanças. 

Segundo Dr. Diogo Kfouri, o acompanhamento contínuo permite identificar dificuldades antes que o reganho se torne significativo. 

“O objetivo não é apenas fazer o paciente emagrecer. Precisamos acompanhar a evolução e trabalhar também para preservar os resultados conquistados”, destaca. 

Não espere o peso voltar todo para procurar ajuda 

Um dos erros mais comuns é perceber que o peso está aumentando e esperar para ver se ele volta a diminuir sozinho. 

Quando o paciente identifica uma tendência de reganho, procurar ajuda pode permitir uma intervenção mais precoce. 

O médico pode avaliar o que mudou desde o período de emagrecimento e investigar possíveis fatores envolvidos. 

Talvez a alimentação tenha mudado. 

Talvez a atividade física tenha diminuído. 

Pode existir alguma alteração clínica que precise de atenção. 

Também pode ser necessário rever o tratamento utilizado anteriormente. 

Quanto mais cedo essas mudanças forem identificadas, maior a possibilidade de ajustar a estratégia antes que o ganho de peso se torne maior. 

O tratamento pode precisar de mais de uma ferramenta 

Tratar a obesidade de forma completa significa entender que diferentes ferramentas podem ser necessárias ao longo do processo. 

Alimentação equilibrada e atividade física continuam sendo importantes. 

Mas alguns pacientes também podem precisar de acompanhamento médico, acompanhamento nutricional, medicamentos para emagrecimento ou outras estratégias. 

Em determinados casos, quando existem critérios para isso, a cirurgia bariátrica também pode fazer parte do tratamento. 

A escolha depende das características e da resposta de cada paciente. 

Não existe uma estratégia que precise ser utilizada da mesma maneira durante toda a vida. 

O tratamento pode ser ajustado conforme as necessidades mudam. 

E quando o paciente já fez uma bariátrica? 

O reganho de peso também pode acontecer depois da cirurgia bariátrica. 

Isso não significa necessariamente que a cirurgia “deu errado”. 

A obesidade continua sendo uma doença crônica e pode exigir acompanhamento mesmo depois de uma perda de peso importante. 

Mudanças na alimentação, na atividade física, na fome, na saciedade e na rotina podem acontecer ao longo dos anos. 

Quando existe ganho de peso progressivo, é importante investigar o que está acontecendo. 

Em vez de simplesmente tentar fazer outra dieta por conta própria, o paciente deve procurar a equipe responsável pelo acompanhamento para avaliar a situação. 

Reganho de peso não significa fracasso 

É importante diferenciar pequenas oscilações de um ganho de peso progressivo e significativo. 

O peso corporal pode variar ao longo do tempo. 

O problema está quando existe uma tendência de recuperação do peso e ela não é acompanhada. 

Nessas situações, culpar o paciente não resolve o problema. 

É mais importante entender quais fatores estão envolvidos e definir uma nova estratégia. 

Segundo Dr. Diogo Kfouri, o reganho precisa ser encarado como uma questão de saúde que merece avaliação. 

“O paciente não deve sentir vergonha de procurar ajuda porque voltou a ganhar peso. Quanto antes entendermos o motivo, mais cedo podemos ajustar o tratamento”, afirma. 

O tratamento também precisa cuidar da relação com a alimentação 

A alimentação é uma parte importante do tratamento, mas não deve ser analisada de forma isolada. 

Fome, vontade de comer, hábitos, emoções, rotina e ambiente podem influenciar o comportamento alimentar. 

Por isso, dependendo da situação, o tratamento pode precisar envolver outros profissionais além do médico e do nutricionista. 

O objetivo é compreender os fatores que estão dificultando o controle da alimentação e desenvolver estratégias que façam sentido para a realidade do paciente. 

O objetivo não é viver em uma dieta permanente 

Tratar a obesidade de forma completa não significa passar a vida inteira fazendo dietas restritivas. 

O objetivo é construir uma rotina que possa ser mantida. 

Isso envolve desenvolver hábitos alimentares mais adequados, encontrar formas possíveis de manter atividade física e acompanhar as mudanças que acontecem ao longo do tempo. 

Quando necessário, outras ferramentas podem ser incorporadas ao tratamento. 

O importante é que o plano seja realista e individualizado. 

Cada fase do tratamento exige uma estratégia 

O tratamento utilizado para perder peso pode não ser exatamente o mesmo necessário para manter o resultado. 

Durante o emagrecimento, o foco pode estar na redução do peso. 

Depois, a prioridade passa a ser preservar os resultados e evitar um reganho significativo. 

Se o peso voltar a aumentar, o tratamento pode precisar ser novamente ajustado. 

Por isso, acompanhamento não significa repetir sempre a mesma estratégia. 

Significa acompanhar o paciente e tomar decisões de acordo com sua evolução. 

Não precisa ser uma luta de tentativa e erro 

Passar anos alternando entre dietas, perda de peso e reganho pode ser frustrante. 

Mas esse ciclo não precisa continuar sendo tratado apenas com novas tentativas por conta própria. 

Uma avaliação médica pode ajudar a entender o que já foi feito, quais estratégias funcionaram, quais não funcionaram e quais fatores podem estar dificultando a manutenção do peso. 

A partir disso, é possível construir um plano de tratamento mais adequado. 

Tratar a obesidade é mais do que emagrecer 

Perder peso é uma parte importante do tratamento, mas não deve ser o único objetivo. 

O tratamento completo busca também melhorar a saúde, controlar doenças associadas, preservar os resultados e proporcionar mais qualidade de vida. 

Por isso, quando o paciente emagrece e depois volta a engordar, o caminho não deve ser simplesmente começar outra dieta. 

É importante entender o motivo do reganho e avaliar se o tratamento precisa ser ampliado ou ajustado. 

Com o Dr. Diogo Kfouri, o tratamento é individualizado, considerando o histórico, as condições de saúde, as necessidades e a resposta de cada paciente. 

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