Nem sempre dieta e exercício são suficientes
Quando uma pessoa tem dificuldade para emagrecer, é comum ouvir que ela precisa apenas “fechar a boca” e fazer mais exercícios.
A alimentação equilibrada e a atividade física são, de fato, partes importantes do tratamento. Porém, para algumas pessoas, essas mudanças não são suficientes para controlar a obesidade.
Isso não significa falta de disciplina ou de esforço.
A obesidade é uma doença complexa, influenciada por fatores metabólicos, hormonais, genéticos, comportamentais e ambientais. Por isso, algumas pessoas podem precisar de outras ferramentas para conseguir perder peso e, principalmente, manter os resultados.
É nesse contexto que os medicamentos para emagrecimento podem fazer parte do tratamento.
Segundo o cirurgião bariátrico Dr. Diogo Kfouri, CRM/PR 23306 – RQE 26331, a indicação de medicamentos precisa acontecer depois de uma avaliação individualizada.
“O medicamento não deve ser visto como um atalho para emagrecer. Quando existe indicação, ele é uma ferramenta que pode fazer parte de um tratamento mais amplo e precisa ser acompanhado de perto”, explica.
Por que algumas pessoas têm mais dificuldade para emagrecer?
O organismo não responde da mesma maneira para todas as pessoas.
Histórico de ganho e perda de peso, alterações metabólicas, sono, alimentação, nível de atividade física, genética, medicamentos utilizados e doenças associadas podem influenciar o processo de emagrecimento.
Além disso, durante a perda de peso, o organismo pode apresentar adaptações que aumentam a fome e reduzem o gasto energético.
Na prática, isso pode fazer com que uma pessoa tenha muita dificuldade para manter uma alimentação com menor quantidade de calorias, mesmo estando empenhada em emagrecer.
Por isso, simplesmente recomendar que o paciente coma menos nem sempre resolve o problema.
O medicamento pode ajudar no controle da fome
Uma das dificuldades enfrentadas por algumas pessoas durante o emagrecimento é lidar com a fome e a saciedade.
Dependendo do medicamento utilizado e de seu mecanismo de ação, o tratamento pode ajudar a reduzir o apetite, aumentar a sensação de saciedade ou atuar em mecanismos relacionados ao controle da alimentação.
Isso pode facilitar a adesão às mudanças necessárias para o emagrecimento.
Mas é importante entender que o efeito não é igual para todas as pessoas.
A resposta ao tratamento precisa ser acompanhada e, quando necessário, a estratégia pode ser ajustada.
Segundo Dr. Diogo Kfouri, esse acompanhamento é fundamental.
“Cada paciente responde de uma maneira. Por isso, precisamos acompanhar a evolução, avaliar os resultados e os possíveis efeitos adversos para definir se a estratégia deve ser mantida ou modificada”, destaca.
Medicamento não substitui alimentação e atividade física
Um dos principais equívocos sobre os medicamentos para emagrecer é imaginar que eles permitem que o paciente deixe de cuidar da alimentação ou abandone a atividade física.
Não é esse o objetivo.
O medicamento, quando indicado, faz parte de uma estratégia que também pode envolver acompanhamento nutricional, mudanças nos hábitos, atividade física e acompanhamento médico.
A ideia é facilitar o processo de tratamento e ajudar o paciente a alcançar resultados que possam ser mantidos ao longo do tempo.
Por isso, não existe uma “pílula que resolve tudo”.
Existe um tratamento que pode utilizar diferentes ferramentas de acordo com a necessidade de cada pessoa.
Por que não é seguro tomar medicamento por conta própria?
A facilidade de acesso a informações sobre medicamentos para emagrecimento fez com que muitas pessoas passassem a utilizá-los sem orientação profissional.
Porém, o fato de um medicamento ter funcionado para outra pessoa não significa que ele seja adequado para você.
Existem diferentes medicamentos, diferentes mecanismos de ação e diferentes situações clínicas.
O médico precisa avaliar o histórico do paciente, doenças associadas, medicamentos em uso, possíveis contraindicações e objetivos do tratamento antes de definir se existe indicação.
Além disso, o acompanhamento permite observar a resposta do organismo e identificar possíveis efeitos adversos.
Por isso, medicamentos para emagrecimento devem fazer parte de um tratamento médico, e não de uma tentativa isolada de perder peso.
Todo mundo que quer emagrecer precisa de medicamento?
Não.
Essa é uma questão importante.
Algumas pessoas conseguem emagrecer com mudanças na alimentação, atividade física e acompanhamento adequado.
Outras podem precisar de medicamentos para complementar essas estratégias.
A indicação depende do quadro clínico e das características de cada paciente.
Por isso, não é adequado utilizar medicamentos apenas porque outra pessoa teve bons resultados com eles.
O tratamento precisa ser individualizado.
E se o medicamento deixar de funcionar?
O tratamento da obesidade precisa ser acompanhado ao longo do tempo.
Pode acontecer de o paciente apresentar uma boa resposta inicialmente e, depois, perceber uma redução dos resultados.
Também podem ocorrer mudanças no peso, na fome, na rotina ou nas condições de saúde.
Nessas situações, o médico pode reavaliar o tratamento e verificar se é necessário ajustar a estratégia.
Isso pode envolver mudanças na alimentação, atividade física, acompanhamento nutricional, alteração do medicamento ou outras abordagens.
Segundo Dr. Diogo Kfouri, o acompanhamento permite adaptar o tratamento à evolução do paciente.
“O tratamento da obesidade não é estático. Precisamos acompanhar a resposta de cada pessoa e fazer os ajustes necessários ao longo do caminho”, afirma.
O objetivo não é apenas perder peso
Quando falamos em tratamento da obesidade, o objetivo não deve ser simplesmente reduzir o número da balança.
A perda de peso pode contribuir para melhorar a saúde metabólica, controlar doenças associadas e proporcionar mais disposição e qualidade de vida.
Por isso, durante o acompanhamento, o médico também pode avaliar outros aspectos da saúde do paciente.
A evolução dos exames, das doenças associadas, da composição corporal e da qualidade de vida pode ser tão importante quanto o peso.
Medicamento pode fazer parte de diferentes fases do tratamento
O uso de medicamentos não precisa ser encarado como uma decisão definitiva para toda a vida.
Dependendo da situação, o tratamento pode ser iniciado, ajustado ou modificado de acordo com a resposta do paciente.
Em alguns casos, o medicamento pode ajudar o paciente a iniciar o processo de emagrecimento.
Em outros, pode fazer parte da estratégia de manutenção dos resultados.
Também existem situações em que outras abordagens podem ser consideradas.
Por isso, o acompanhamento médico é importante para entender qual estratégia faz sentido em cada momento.
E quando a cirurgia bariátrica é considerada?
O tratamento clínico e a cirurgia bariátrica fazem parte de um mesmo universo de tratamento da obesidade, mas não são indicados da mesma maneira para todos os pacientes.
Quando existe indicação, a cirurgia pode ser considerada como uma alternativa terapêutica.
Em outros casos, o tratamento clínico pode ser suficiente ou pode ser utilizado antes, depois ou em conjunto com outras estratégias.
A decisão depende das características individuais, do grau da obesidade, das doenças associadas, do histórico de tratamentos e da resposta apresentada pelo paciente.
Por isso, procurar um médico não significa necessariamente que o paciente precisará tomar medicamento ou fazer uma cirurgia.
Significa avaliar as possibilidades e escolher o caminho mais adequado.
O tratamento precisa ser individualizado
Não existe um medicamento que seja melhor para todas as pessoas.
Da mesma forma, não existe uma única estratégia de emagrecimento que funcione para todos.
Alguns pacientes podem apresentar bons resultados com mudanças no estilo de vida.
Outros podem precisar de medicamentos.
Em determinados casos, a cirurgia bariátrica pode ser considerada.
O mais importante é não transformar nenhuma dessas ferramentas em uma solução universal.
Cada paciente precisa ser avaliado de acordo com sua história, suas condições de saúde e seus objetivos.
Procurar ajuda é diferente de procurar uma solução rápida
O medicamento para emagrecer não deve ser encarado como um caminho mais fácil ou como uma forma de evitar mudanças de hábitos.
Quando existe indicação médica, ele pode ser uma ferramenta importante para ajudar no controle da obesidade.
O objetivo é construir um tratamento que faça sentido para o paciente e que possa ser acompanhado e ajustado ao longo do tempo.
Com o Dr. Diogo Kfouri, o tratamento é individualizado, considerando o histórico, as condições de saúde, as necessidades e os objetivos de cada paciente.
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