Obesidade abdominal: por que a gordura visceral merece atenção?

Nem toda gordura corporal representa o mesmo risco para a saúde

Quando o assunto é obesidade, muitas pessoas se preocupam principalmente com o peso na balança. Porém, a distribuição da gordura pelo corpo também é um fator importante para avaliar os riscos à saúde. 

A gordura acumulada principalmente na região abdominal pode estar associada a um risco maior de alterações metabólicas e doenças cardiovasculares. 

Isso acontece porque parte dessa gordura é visceral, localizada ao redor de órgãos internos e metabolicamente ativa. 

Segundo o cirurgião bariátrico Dr. Diogo Kfouri, CRM/PR 23306 – RQE 26331, avaliar apenas o peso pode não ser suficiente para compreender o impacto da obesidade sobre o organismo. 

“A localização da gordura corporal também importa. A gordura visceral está relacionada a alterações metabólicas que podem aumentar o risco de diversas doenças”, explica. 

O que é gordura visceral? 

A gordura visceral é aquela que se acumula dentro da cavidade abdominal, envolvendo órgãos como fígado, intestino e pâncreas. 

Ela é diferente da gordura localizada logo abaixo da pele, conhecida como gordura subcutânea. 

O problema é que a gordura visceral apresenta maior atividade metabólica e pode liberar substâncias que contribuem para processos inflamatórios e alterações no funcionamento do organismo. 

Por isso, seu excesso merece atenção mesmo quando o paciente não apresenta um peso considerado muito elevado. 

Qual é a relação entre gordura visceral e diabetes? 

O acúmulo de gordura visceral está associado à resistência à insulina, uma condição em que as células do organismo passam a responder menos adequadamente à ação desse hormônio. 

Com o passar do tempo, isso pode contribuir para alterações da glicemia e aumentar o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2. 

Em pessoas que já possuem diabetes, o excesso de gordura abdominal também pode dificultar o controle metabólico. 

Segundo Dr. Diogo Kfouri, controlar a obesidade pode fazer parte de uma estratégia importante para melhorar a saúde metabólica. 

“Quando tratamos a obesidade, não estamos olhando apenas para a perda de peso. Também buscamos reduzir fatores que aumentam o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares”, destaca. 

A gordura abdominal também está relacionada ao coração 

O excesso de gordura visceral está associado a alterações como resistência à insulina, aumento da pressão arterial e mudanças nos níveis de colesterol e triglicerídeos. 

A combinação desses fatores pode aumentar o risco cardiovascular. 

Por isso, a avaliação de um paciente com obesidade deve considerar não apenas o peso, mas também medidas corporais, exames laboratoriais, histórico familiar e presença de doenças associadas. 

Como saber se existe excesso de gordura abdominal? 

Uma das formas mais simples de avaliar a concentração de gordura na região abdominal é por meio da medida da circunferência da cintura. 

Entretanto, essa medida não deve ser analisada isoladamente. 

O médico pode solicitar outros exames e avaliações para compreender a composição corporal e identificar alterações metabólicas associadas ao excesso de gordura. 

Por isso, uma avaliação individualizada é importante para determinar o real impacto da obesidade sobre a saúde. 

É possível reduzir a gordura visceral? 

Sim. 

A redução do peso corporal geralmente está associada à diminuição da gordura visceral, especialmente quando acompanhada por mudanças no estilo de vida e tratamento adequado. 

Alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado são importantes nesse processo. 

Dependendo do perfil do paciente, o tratamento também pode incluir medicamentos para emagrecimento ou, quando indicado, cirurgia bariátrica ou cirurgia metabólica. 

O objetivo não é apenas diminuir a barriga 

Reduzir a gordura abdominal pode trazer benefícios importantes para a saúde, mas o objetivo do tratamento da obesidade vai muito além da estética. 

Melhorar o controle da glicemia, reduzir riscos cardiovasculares, controlar doenças associadas e aumentar a qualidade de vida são alguns dos principais objetivos do tratamento. 

Segundo Dr. Diogo Kfouri, cada paciente precisa ser avaliado de maneira individual para definir a melhor estratégia. 

“Não existe uma única abordagem para tratar a obesidade. Precisamos entender o perfil de cada paciente e escolher o tratamento mais adequado para suas necessidades”, afirma. 

Cuidar da gordura visceral é cuidar da saúde 

A obesidade abdominal pode ser um sinal de que o organismo está sofrendo os impactos do excesso de gordura. 

Por isso, esperar que surjam sintomas ou outras doenças para procurar ajuda pode atrasar o tratamento. 

Com o Dr. Diogo Kfouri, o tratamento é individualizado, considerando as características, o histórico e as condições de saúde de cada paciente. 

Aqui você emagrece com acompanhamento especializado, estratégias personalizadas e foco em resultados duradouros. 

Contato: 

(41) 3148-0166 

(41) 9231-0104 

(41) 8838-8354

Para agendar uma consulta com nossos especialistas, clique aqui.

Leia mais:

Quais são os passos para realizar a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é segura? Quais são os riscos e benefícios?

Compartilhe nas mídias: